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Tutorial de masterização

 Tutorial de masterização

OS SEGREDOS DA MIXAGEM

Ola. Meu nome é Andrey. Eu sou o fundador do projeto de Psy Trance SynSUN e do projeto de Electro House Andi VAX. Eu gostaria de lhe apresentar este tutorial de vídeo, gratuito que é dedicado aos segredos da mixagem de música eletrônica. A razão pela qual eu criei este vídeo, foi porque tinha muitas perguntas e solicitações de produtores sobre o meu modo de fazer e processar o som.

Eu vi muitos tutorias de vídeos sobre mixagem e masterização de música e a maior desvantagem é que os produtores davam ênfase à música POP e ROCK e não prestavam atenção nos verdadeiros aspectos da mixagem ou explicavam "como" fazer ao invés de explicar realmente "por que fazemos" exatamente dessa maneira. Eu nao encontrei explicações de alguns momentos importantes então eu encontrei as respostas para minhas questões com erros ao longo do caminho e também conversando com meus amigos.

Eu utilizei neste vídeo, os melhores plugins, hardware e sintetizadores virtuais, para um entendimento mais profundo do processo. O que eu explico aqui nao é uma regra. Esta é apenas a minha visão sobre alguns aspectos da gravação de som. Eu nao imponho a você o meu ponto de vista. Eu apenas proponho-o como uma alternativa para voce tentar conseguir um melhor som para sua música.

Eu gostaria de agradecer: Access Music, a criadora do meu sintetizador favorito: Access Virus TI Steinberg, a produtora do sequenciador musical CUBASE Techsmith, pelos perfeitos pacotes de captura de vídeo Camtasia Studio Os fóruns Russian Music Makers e 625-net.ru pela troca gratuita de experiências. Vitaly Shishlevsky por hospedagem deste vídeo. E Veronika Kosinskaya e Evgeniy Ryabinin, pela tradução. Desculpem-me pelo meu inglês ruim.

INTRODUÇÃO

Vamos começar com os conhecimentos básicos de equalização. Infelizmente, os processos de equalização não estão explicados em nenhum lugar. e tudo que temos são pequenos conselhos, tipo: "corte abaixo de 700 hertz" ou "adicione alguma presença em 1.000 e 2.000 hertz". Infelizmente, estes conselhos não são suficientes para um trabalho de verdade e as vezes nos levam mais à tentações do que ajuda.

A equalização ajuda a resolver conflitos de frequências entre os instrumentos. Ela está ligada à não-linearidade da audição humana principalmente ao efeito de mascaramento acústico. O problema do conflito de frequências é que nós temos duas fontes que sobrepoem o mesmo espectro. Se uma delas estiver mais alta do que a outra então nós deixamos de ouvir o som que está mais baixo. Um típico exemplo de conflito de frequências, é uma conversa em um aeroporto. Quando um avião está sobrevoando, começamos a não ouvir o que o interlocutor fala. Isso significa que o barulho-- do avião é mais alto-- do que o espectro da fala. e nós não ouvimos mais toda a voz do interlocutor.

Temos exatamente este mesmo problema com o som dos instrumentos. Todo produtor tem o mesmo problema: todos os instrumentos soam bem separadamente porém juntos, ficam embolados. Este embolamento é resultado do mascaramento acústico. Na música acústica, por exemplo, em orquestras sinfônicas a equalização é impossível e o som dos instrumentos não muda. Você pode resolver o problema de conflitos de frequências posicionando os elementos corretamente. Na verdade existe muita coisa em comum entre a música clássica e a música eletrônica. Por exemplo, Jimi Hendrix tocou Trance nos anos 70 mas naquele tempo não havia baterias eletrônicas e sintetizadores analógicos virtuais. Então, seu Trance era composto de linhas rítmicas de bateria acústica e de indescritíveis sons da sua Fender.

Na música eletrônica, os equalizadores e processadores de dinâmica são usados em todos os instrumentos, em 90% dos casos. O principal objetivo da equalização é eliminar conflitos de frequências.

PRINCÍPIOS BÁSICOS

Primeiro, não há Equalizador Universal! Até hoje eu não encontrei um equalizador universal simplesmente por uma razão: na música, além do processo, existe o conceito de musicalidade. Isso signficia que dois tipos diferentes de equalizadores, compressores e chorus vão soar diferente. As vezes a diferença é mínima, mas as vezes mesmo com ajustes idênticos dos parâmetros, as diferenças podem ser óbvias.

Em um dos meus trabalhos eu estava procurando um bom Reverb do tipo Room. Eu tentei uma série de dispositivos caros e acabei escolhendo um simples Reverb dos plugins padrão do Cubase 4. E o critério para a escolha foi: musicalidade.

Conclusão:

1. Aprenda como trabalham e qual a abrangência de aplicação dos diferentes dispositivos. e então defina qual dispositivo usar. Software ou Hardware.
2. O equalizador funciona melhor atenuando frequências do que aumentando-as.
3. Na área inferior nós usamos faixas pequenas (Q), e nas áreas superiores, faixas grandes (Q).
4. Praticamente qualquer alteração em uma banda irá afetar o som nas outras bandas.

O mascaramento acústico é um fenômeno binaural. Pela teoria, isso é: dois instrumentos, com frequências que se sobrepoem atrapalhando um ao outro. Tudo seria muito triste sem o desmascaramento binaural. A sensação de desmascaramento binaural é se dois instrumentos com espectros similares estão situados no mesmo espaço. Entao na paridade de níveis em 12-15 db, o mais fraco irá desaparecer. Mas se dispormos eles em 60 graus ou mais no panorama então o mais fraco será ouvido em níveis de 50-60 db. Isso significa que isto pode resolver o problema de conflito de frequências.

Muitos produtores começam a mixar apertando o botão MONO na seção master. Mas eu uso correção mono no final do processo de mixagem para checar a correção do som. Muitas vezes, os problemas de espectro com mixagem de graves e sub-graves podem ser facilmente observados em modo Mono. Além disso, uma grande influência, é a adição do canal esquerdo e direito. Se voce trabalhar com efeitos de fase incorretamente: chorus, flanger, enhancers stereo e etc, o som pode desaparecer da nossa música.

Alguns tutoriais de vídeo associam MONO com compatibilidade de rádio e televisão. Eu não excluo essa conexão, mas eu acho que a compatibilidade com MONO deve fazer parte do nosso dia-a-dia. Então você tem que prestar atenção em correções sonoras na versão mono da mixagem, dentro dos limites de uma mixagem correta.

5. Você pode resolver conflitos de frequências mais facilmente com "grupos de instrumentos". É muito difícil identificar instrumentos problemáticos em uma mixagem, sem treinamento acústico. Vamos dividir a mixagem em 3 partes:

De fato, uma mixagem deve ser dividida em 7 partes. mas eu faço isso para um melhor entendimento.

Primeira parte: de 0 hz a 120 hz. Nesta faixa está situado apenas o baixo e o bumbo. Segunda parte: de 120 hz a 8 khz. Nesta faixa estão situados todos os instrumentos. Terceira parte: de 8 khz a 22 khz. Nesta faixa estão situados os chimbais, instrumentos de percussão altos e a faixa alta de todos os instrumentos.

De acordo com o que falei, eu corto todas as frequencias abaixo de 100 / 150 hz de todos os instrumentos e todos os efeitos nos sends, exceto o baixo e o bumbo. Para isso, eu só uso o equalizador UAD 1 Cambridge EQ. Ele tem um modo especial para cortes extremos: Eliptic 6 que permite cortar artefatos subgraves em 100%.

Além disso, voce deve cortas as frequências altas de todos os sintetizadores e todos os efeitos nos sends. Eu escolho uma frequência de 12 KHz a 16 Khz, de acordo com o meu gosto.

PROCESSOS DE EQUALIZAÇÃO Nós podemos comparar o trabalho da audição humana, com o trabalho de um analizador de espectro. O analizador de espectro mostra o espectro total de todos os instrumentos em uma certa frequência. Mas nosso ouvido ouve somente o som mais alto nesta frequência. Nossa missão é cortar todas as frequências sobressalentes de todos os instrumentos para que cada um toque na sua faixa.

Conclusão: não tem absoluta importância se os instrumentos soam muito bem separadamente. O importante é como eles vão soar juntos, na mixagem. O analizador de espectro vai te ajudar no processo de controle.

Por exemplo: Dot RTA, Pinguin, Spectralab ou Loud Technologies EAW Smaart.

O analizador de espectro vai mostrar quais frequências no espectro estão sobrepostas, bloqueadas e também vai ajudar com as frequências que são necessárias cortar em cada instrumento. É claro que eu não te forço a mixar com um analizador de espectro. Eu apenas recomendo você usar o seu ouvido. Em situações difíceis, o analizador de espectro ajuda a controlar graves e sub-graves. Nestas frequências, é possível revelar grandes problemas e com bastante controle. Principalmente em uma sala com acústical especial e com monitores de som de qualidade. No meu home estudio eu uso monitores KRK RP8 e o plugin de analizador de espectro Izotope Ozone 3. Com isso é possível conseguir ótimos resultados.

Bom, finalmente, a masterização deve ser feita por um especialista. em um estúdio, ou por uma gravadora. Na minha opinião, masterizar em casa é impossível e perigoso. As razões são as mesmas: você precisa de muita experiência, bom design acústico e bom controle de acústica. Alguns colegas meus preferem fazer o processo inteiro: do começo até a masterização, por conta própria. Com muito prazer, eu trabalho com músicos profissionais e experts em masterização e prefiro deixar com que cada profissional faça o seu trabalho. Como eu disse anteriormente, a maneira mais fácil de resolver conflitos de frequências é fazer isso com grupos de instrumentos.

Vamos começar com o grupo clássico: bumbo e baixo.

O espectro dos bumbos são relativamente largos por causa da sua frequência do click nas médias junto com o grave expressivo na área de 40 a 200 Hz. O espectro do baixo é praticamente linear, numa área de 42 a 1.500 Hz. Isso significa que temos um exemplo clássico de frequências sobrepostas. Vamos ouvir o baixo e o bumbo juntos. O volume do baixo e do bumbo devem ser aproxidamente iguais com a prioridade para o kick em 1 a 3 db. Vamos mutar o canal do baixo, e lembrar como é o som do bumbo. Agora vamos abrir o canal do baixo novamente e escutar com atenção o que está errado com o som do bumbo na frequência grave do espectro. Vamos ligar e desligar o canal do baixo várias vezes para ver o que acontece com o timbre do bumbo. Normalmente, como os graves se sobrepoem no espectro, a frequência grave do bumbo desaparece.

BUMBO Resolução de conflito número 1

A resolução deste problema normalmente consiste em cortar uma frequência do baixo para criar um buraco na frequencia para o bumbo - para a parte grave dele. Atenção: use apenas equalizadores de fase não-linear. Por exemplo: Waves Q series. Vamos fazer um pequeno corte no baixo. 3 ou 4 db e mover de 50 Hz a 200 Hz. Nós percembos que, em alguns momentos o bumbo começa a parecer mais aberto nas baixas frequências. Você deve cortar a frequência do bumbo no baixo com muito cuidado senão, o som da mixagem nas frequências baixas vai soar muito baixo. Além disso, você deve buscar a escolha certa de timbres de bumbo e baixo. Na conformidade ideal dos timbres do bumbo e baixo, o baixo não toca junto com o bumbo mas dá a impressão de que ele soa constantemente. Eu geralmente sugiro colocar o bumbo e o baixo em oitavas diferentes. Sim sim, você não ouviu errado. O bumbo é um instrumento como os outros. Ele tem sua própria frequência sonora. Isso significa que o bumbo toca em uma certa nota. Por esta razão, nós cortamos as frequências do baixo, não do bumbo. O bumbo toca em uma nota, e o baixo em outra em uma área de 1 a 3 oitavas. Além disso, com o tempo você vai entender que a frequências dos graves devem corresponder com a tonalidade da música toda.

Com o tempo, você vai aprender a ouvir e a corrigir as frequências do baixo. Se você for iniciante, normalmente você vai perceber que tal bumbo na mixagem não soa bem. Muitas vezes, ajuda se substituir o sample do baixo com outro sample com alguns ajustes, em limites mínimos. Além disso, repare que a duração do bumbo deve corresponder à velocidade da música. O bumbo corresponde a 1/4 da duração de um compasso. O erro mais comum de iniciantes é aumentar a frequência grave de 50 Hz a 150 Hz. Como resultado, o bumbo vai soar bem, mas não em balanço com o baixo. Se deixarmos o bumbo mais baixo, nós falhamos o resto do espectro do bumbo e apenas pioramos o conflito.

BUMBO Resolução de conflito número 2

Eu sei que todo mundo gosta quando as pessoas dizem que a música "bate". A segunda opção para resolução de frequências de baixo e bumbo que se sobrepoem no espectro é o side chain. O princípio de funcionamento do side chain é muito fácil. Nós temos o sinal operante - o bumbo e o sinal operado - o baixo. No insert do canal do baixo, nós colocamos o compressor. O compressor faz com que o volume do baixo diminua quando o kick toca. No rock, este efeito é usado para resolver problemas de frequências sobrepostas no espectro. Na música eletrônica isso faz com que a música fique "batendo" bastante.

Além disso você deve experimentar o side chain não apenas com o baixo mas também com outros instrumentos: guitarras, leads, pads, percussão, loops, etc. Use sua imaginação. Para encontrar seu próprio som no home estúdio, eu sugiro que você experimente o side chain com reverb e delay.

Na verdade, estes simples experimentos tornam o seu som ÚNICO. Na prática, eu uso o pacote de plugins: BGTech Dynamics Pack para side chain. Além disso, na nova versão do Cubase 4.1, é possível usar alguns plugins VST3 em modo side-chain por padrão. Paradoxamente, desde o início, este método foi uma resolução rápida para frequências sobrepostas. E agora este método se tornou um "efeito especial", muito usado na house music. Na criação de músicas com outros artistas, eu geralmente colido com um side chain articial. Este método se reduz a um simples controle de volume, de modo que enquanto o bumbo toca o volume do instrumento operado, por exemplo, hi hat fechado, é mínimo. Isso significa que um "groove" adicional aparece na música.

Muitos iniciantes tentar obter este efeito de "batida" usando valores extremos de compressão na seção Master. Isto é um erro.

BUMBO NUANCES

O bumbo geralmente é equalizado com uma frequência baixa (kick) e uma frequência alta (click). A frequência baixa do corpo do kick pode ser do tipo dance com uma expressiva ressonância restrita a 60-150Hz. ou do tipo rock, com graves bem planos, de 60 Hz a 200-300 Hz. Muitas vezes não há frequência alta o suficiente no bumbo, então você tem que adicioná-la. Este click geralmente deve ser adicionado na faixa de 5.000 Hz a 8.000 Hz. Se você adicionar abaixo disso, ela pode sobrepor frequências de guitarras. Atenção: você deve adicionar o click quando a mixagem estiver pronta. Com apenas o som fonte, é difícil adivinhar qual a faixa e qual a quantidade necessária a adicionar, para obter aquela frequência alta do bumbo.

Em um baixo real, tente cortar frequências entre 150 Hz e 400 Hz. Normalmente, nestas frequências, o baixo possui sons desnecessários. Geralmente, nesta frequência, nós podemos ouvir a ressonância da sala onde foi gravada a guitarra base. Além disso, para melhor legibilidade, você deve adicionar presença na frequência de 1.000 Hz a 1.500 Hz. É melhor fazer isso na mixagem final.

BAIXO E GUITARRA

É mais um grupo de instrumentos que possuem espectros sobrepostos e um tipo de "sujeira" nas frequências médias-baixas da mixagem. Trabalhe com o os canais de baixo e guitarra em analogia com o bumbo e baixo. Pode haver "embolamento" e não distinção do som nas médias inferiores da mixagem. É isto que estamos procurando.

A sobreposição dos espectros está na faixa de 150 Hz a 400 Hz. Uma típica resolução de conflito: corte as frequências baixas da guitarra com um shelf, deixando um nicho de frequência para o baixo. Tente ajustar um shelf no equalizador do canal da guitarra em 150 Hz e gradualmente aumente a frequência de corte. Logo você vai perceber que o baixo e a guitarra foram divididos e nós nos livramos do problema de sobreposição de espectros.

Como sabemos, o espectro de um baixo começa em 42 Hz e o espectro de uma guitarra, em 84 Hz. Após a equalização da guitarra, eles ficaram praticamente sem "fundo". Se a idéia do autor são guitarras diabólicas, compre cordas grossas e afine a guitarra pra baixo. Vai soar muito melhor e mais musical, do que mixar timbres de baixo e guitarra numa faixa de 200 Hz a 400 Hz.

Uma boa track de guitarra deve soar bem desde o início. Só é possível cortar as baixas frequências dela. Para um som mais brilhante, você pode aumentar a frequência na faixa de 1200 Hz a 3000 Hz. Se a guitarra estiver muito estridente, você pode cortar a frequência nessa faixa.

SINTETIZADORES LEADS, PADS e STRINGS.

Sintetizadores podem ter espectros sonoros variados. E têm conflitos com todos os instrumentos, do bumbo e percussão à outros grupos de sintetizadores. É melhor verificar separadamente nos grupos de sintetizadores a compatibilidade com o kick, baixo e guitarra.

Se tiver vocal na música, você deve cortar em 600 Hz com um equalizador.

O erro mais comum de inciantes é deixar alguns sintetizadores tocando na mesma oitava com timbres semelhantes. Neste caso, eu recomendo você tocá-los em oitavas diferentes. Você deve construir os seus timbres de modo que as frequências dominantes (pico), sejam diferentes. Assim, chegamos à conclusão de que, a melhor equalização é: não equalizar. É melhor construir os timbres dos synths do zero.

Você também pode tentar cortar certas áreas de frequências. Por exemplo: 400 Hz nos leads, 800 Hz nos pads e 1000 Hz nos strings. Lembre-se: É muito importante colocar corretamente todos os instrumentos em uma área com a ajuda de equalização, reverb, volume e panning. Eu vou falar sobre isso um pouco mais pra frente.

VOZ

O instrumento principal A voz é o instrumento principal em muitas músicas. Ela deve ser sempre distinta e não deve bloquear nada. Muitos iniciantes têm o mesmo problema com a colocação da voz na mixagem final. Na verdade, é muito fácil. Apesar da mudança da voz durante o canto, raramente a faixa de alcance de um vocalista é maior do que uma oitava e meia. É por isso que é possível considerar a voz como um instrumento de espectro constante.

O "buraco de frequência" da voz está em 600 Hz (com uma largura no EQ de 1 oitava). É necessário fazer este corte em todos os instrumentos que estiverem tocando junto com a voz ou seja: baixo, guitarras, sintetizadores, exceto bateria. Mas se apesar disso a voz estiver tendo problemas com alguns instrumentos faça um pequeno corte em 1200 Hz.

Geralmente isso resolve todos os problemas. A equalização da voz é uma das coisas mais perigosas. É muito fácil deixá-la plana, "ardida" ou artificial. Pense duas vezes antes de equalizá-la. Se você não gosta do som da voz, você deve trocar o seu microfone ou o seu vocalista!

Normalmente existe a necessidade de deixarmos a voz mais brilhante, com mais coloração para separá-la dos outros instrumentos. Mas você não deve fazer isso com a ajuda de um equalizador. O método clássico é gravar a voz em um tape no modo Dolby mas tocá-la sem o modo Dolby. Se você estiver usando gravação digital, você pode usar processadores de espectro como o Dolby 740 ou o Digilab Activator.

PERCUSSÃO E CHIMBAIS

O espectro da percussão e chimbais geralmente é maior do que o espectro dos harmônicos dos instrumentos. De 1000 Hz pra cima. Mas quando você usa samples de percussões e chimbais verdadeiros o espectro pode conter muitos artefatos nas frequências graves e médias que o levará a conflitos com baixo, guitarra e sintetizadores.

Por isso que você deve cortar com um shelf a percurssão e chimbais nas frequências graves e médias. Tente começar com 800 Hz pra cima. Tenha cuidado, senão a percurssão e os chimbais vão soar "ardidos" e artficiais.

CAIXA

Quase todas as caixas que soam bem são uma combinação de um som de bateria acústica junto com um som sintético ou vários sons equalizados de um kit de bateria acústica. De acordo com a não linearidade dos nossos ouvidos, o som mais alto está entre 1 kHz a 4 Khz. Em alguns casos você deve levantar esta faixa para um aumento subjetivo de todas as partes por exemplo: vocal ou caixa. O espectro da caixa é o mais largo de todos. Ela interrompe todos os instrumentos e não é necessário criar "buracos" para ela. Mas você deve tomar cuidado com a equalização da caixa.

Uma caixa clássica de 14" tem praticamente um espectro linear com um "corpo" aproximadamente em 200-300 Hz. Essa é a ressonância da caixa, que você deve remover. Depois fica mais fácil colocar a caixa na mixagem. Em uma mixagem com poucos instrumentos, é possível não fazer este corte. Além disso, com a ajuda de samples padrões, este método pode ser supérfluo.

COMPRESSÃO

"Eu quero que minha música toque mais alto" O primeiro objetivo: mixar de modo que fique alto o suficiente sem um maximizer no Master. Isso é chamado de "guerra dos picos". É possível lutar contra os picos no início da mixagem Mesmo antes do arranjo dos instrumentos em uma sala. Primeiro, eu decido como eu posso posicionar os instrumentos no espaço. Então eu corto todos os supérfluos, procedendo da qualidade da coloração do som. Muita quantidade de picos na mixagem consite em sons que contém muitas frequências altas. Então, instrumentos de fundo, tudo que for de 16 a 18 Khz você pode cortar seguramente. É possível não fazer este corte, se a idéia de um plano artístico da música é deixar as frequências altas.

Então picos de frequência alta em vocais e guitarra acústica. Ouça atentamente e corte. O importante é não introduzir distorções audíveis. Para a "guerra" contra os picos, você pode usar diferentes tipos de limiters e maximizers. Que tipo? Você escolhe. Varia de acordo com o gosto e com repetidos experimentos. Eu acho que o mais musical de todos com os picos é o UAD-1 LA2A. Eu uso ele em vocais, guitarras acústicas e nos subgrupos de sintetizadores. Alguns produtores preferem cortar os picos com o Waves L2.

Perceba que as frequências graves correspondem à maior parte da energia da mixagem, mas não com tanta quantidade de picos como as frequências altas. Então nós nao encostamos nos picos nas frequências baixas. É importante cortar cuidadosamente tudo abaixo de 20-30 Hz. Tente compartilhar instrumentos em subgrupos, em atributos de frequência e picos de duração longa. Tenho certeza que ele vai soar mais musical do que um compressor multibanda. Nosso objetivo: uma mixagem alta e precisa, sem qualquer processamento no bus Master e nenhum tipo de limiter!

O RMS de uma mixagem deve ficar em torno de -10 dB e os picos não mais altos do que -3 dB. Isso significa que muitos hardwares de masterização, os melhores devem processar esta faixa. Por sinal, mixar com o fader na posição zero, é como fazer isso.

Existe uma opinião em relação aos controles de uma mesa de som. Os fabricantes de mesas de som não marcam a posição zero dos faders dos canais a toa. Isto é porque apenas esta posição fornece a melhor relação sinal / ruído. Isso nos leva à conclusão de que se você tem a possibilidade de operar os volumes dos instrumentos nos próprios instrumentos, então é melhor fazer isso.

O ouvido consegue perceber a presença de distorção em picos em samples de tamanho 44. Isto é um milisegundo de som a 44.100 Hz - O padrão do CD. Primeiro de tudo: as fontes do som. Se o timbre específico foi gravado incorretamente então a compressão não vai poder ajudar. É necessário escrever ou reconsiderar uma série de sons e escolher o necessário. As vezes, as variantes se tornam totalmente inesperadas.

Como regra, os samples e timbres soam totalmente diferentes na mixagem do que sozinhos. Então, lembre-se novamente: você deve ouvir a mixagem inteira para escolher o som! Muito imporante é a duração do bumbo, combinação com o bassline e etc. Mas é uma questão de arranjo, não de mixagem.

A teoria da compreesão está escrita em muitos lugares e tudo que devemos saber sobre isso é como ele trabalha, e o que varia com a mudança de parâmetros: tempo de ataque (attack), razão (ratio) e tempo de duração (release).

Todos os atributos e efeitos tornam-se visíveis no primeiro experimento. É muito interessante outras formas de compressão: compressão multibanda, compressão de frequência seletiva e expansão. Lembre-se: compressores bons, de qualidade, funcionam imperceptivelmente se você usá-los corretamente, claro. Se você quiser criar efeitos sonoros, talvez você deva usar outro processamento. Por exemplo: envelope shaper.

Normalmente, maximizers são limitadores de picos com auto normalize. Servem para masterização final.

UM POUCO SOBRE MASTERIZAÇÃO

Estes truques devem ser feitos por dublês profissionais. Não tentem repetir isto em casa! Isto é uma piada, mas ela é bem verdadeira. Em Home Studios comuns, você não consegue masterizar sem errar. A masterização deve ser feita por profissionais com grande experiência e conhecimento. É uma típica situação quando você fez a música e quer produzí-la. As gravadoras sérias sempre têm um ou alguns engenheiros de masterização na sua equipe. Você apenas precisa mandar a mixagem, corretamente preparada para a masterização.

O principal requerimento para tal mixagem: 44.100 kHz, 32 bits, arquivo WAVE .

Por favor, não use limiters, maximizers ou outros dispositivos de processamento na seção Master.

Se você enviar várias músicas, você deve assinar e colocar o número de cada track.

UMA PEQUENA DICA SOBRE MAXIMIZAÇÃO

Todo produtor que respeita a si próprio nunca irá deixar sua track com um RMS maluco. É a esperança dos iniciantes. Com RMS a -11 dB a dinâmica da mixagem sofre. Mas nós podemos usar isso a nosso favor! Eu descobri por conta própria, uma maneira de verificar se a mixagem está correta principalmente nos graves e sub-graves. A questão é que, se o RMS estiver em -8, -9 dB a música mixada incorretamente vai soar deformada e distorcida. Mas, a música mixada corretamente perde apenas a dinâmica. É uma ótima maneira de se verificar.

Sobre som "pesado" e dispositivos caros

BUMBO

A idéia principal deste método, é a geração de um sine wave com duração de 1 segundo, e frequência de 50 Hz. Então o sine wave é processado com o efeito de pitch shift. Há alguns anos atrás, Ereiz Eisen, do Infected Mushroom compartilhou com o mundo o seu segredo do seu bumbo. Você pode achar este tutorial se digitar "infected kick tutor" em um buscador web. A idéia principal deste método, é a geração de um sine wave com duração de 1 segundo, e frequência de 50 Hz. Então o sine wave é processado com o efeito de pitch shift. É claro que eu usei este método imediatamente, mas infelizmente eu não consegui o resultado que queria. Então eu nao parei. Eu fiz o mesmo procedimento, com a sine wave previamente gerada no sampler Native Instruments Kontakt. Eu gostei do resultado em 100% dos casos! Então todo bumbo envolvente tem um pouco de frequências médias e e altas. Parece muito esperto, nao é?

Simplesmente, você deve adicionar ao bumbo, um chimbal fechado. Um chimbal fechado que você pode escolher de acordo com o seu gosto. A idéia principal é adicionar um "click", para uma melhor percepção na mixagem. Segundo método é apenas uma questão de se trabalhar com bibliotecas de samples. Então, esta variação de fazer o seu hit e seu bumbo conhecido é a combinação de alguns samples prontos.

Por exemplo, Voce pode pegar o início de um bumbo, e o resto da frequência grave de outro. Eu recomendo fortemente você obter a Vengeance Sound Library com bumbos, loops, single shots e efeitos. Atenção: a maioria dos samples da Vengeance Sound Library são especialmente preparadas. Se você é fã de sons super limpos, faça seus próprios samples ou encontre outras libraries. (meu conselho é prestar atenção nas libraries da Loopmasters ou Ueberschall).

Terceiro método: use um sintetizador para sintetizar seu bumbo. Pode ser um sintetizador de hardware ou software, ou um instrumento de geração de som. Houve muitos experimentos com bumbos. Para mim, eu nao consegui um bumbo decente, então eu usei um compressor e um equalizador nele. Os melhores resultados foram com o Clavia Nord Modular.

A situação melhora com alguns programas especiais. Eu recomendo você usar: Sonic Charge Microtonic Walforf Attack, BazzISM e Creamware - Adern KickMe Usando estes programas especiais misturando samples, dá ótimos resultados. E lembre-se: se o baixo e o bumbo soarem entediantes, a mixagem inteira vão soar assim. Se o baixo e o bumbo estiverem dançantes e pesados então é só você você trabalhar na mixagem, e ela será um hit com certeza!

BAIXO

É um instrumento muito importante na mixagem. O som certo de baixo faz as pessoas dançarem igual loucas na pista e idolatrarem o autor da música. Lembre-se: o som do baixo caracteriza o estilo da música. Como podemos fazer um baixo pesado e dançante? Por favor, não escute pessoas que dizem que baixos pesados só são possíveis de se fazer com sintetizadores caros. Pare! Não tem nada disso! O objetivo principal: escolher a fonte correta de som, e processá-la corretamente.

A fonte sonora é parecida em praticamente todo sintetizador analógico / virtual. Se você não possui hardware no momento, você pode usar sintetizadores virtuais.

Eu recomendo: Spectrasonics Trilogy, Rob Papen Blue, Rob Papen Predator, Novation V-Station, RGC Audio Z3está+, Vember Audio Surge, Arturia Synthesizers, Logic Audio ES1, Native Instruments Reaktor 5, ReFX Vanguard. Lembre-se: não existe o MELHOR sintetizador. Todos eles são bons e têm suas próprias características.

O segredo do baixo pesado consiste no uso correto dos parâmetros: filter release,filter sustain, amplifier release e amplifier sustain. Muitas vezes, o sustain fica zerado e impressiona com o fato de que você não consegue ouvir o baixo em mixagens intensas. A questão é que, se o sustain não existe você consegue um som brilhante apenas se você controlar o release. Valores altos de release nunca foram usados na prática. Por isso o som brilhate que ouvimos por algumas dezenas de milisegundos mas não são suficientes para um baixo "gordo" e dançante.

Também é preciso prestar atenção na sequência do baixo. Não tenha medo de mudar a duração das notas e de usar automação. Um outro ponto importante é a forma do sinal. As formas square e sawtooth são mais ricas em harmônicos. É por isso que elas soam bem brilhantes. Você deve fazer todas as manipulações na mixagem, ao invés de fazer o baixo em modo Solo. Para processar o baixo nós usamos equalizador e compressor. Também é possível adicionar uma série de efeitos de modulação mas nunca prejudicando a compatibilidade com Mono. Sobre o processo de equalização, eu falei anteriormente. O trabalho do compressor no processamento do baixo, eu vou descrever em detalhes.

Eu li muitos livros e vi uma série de vídeos mas eu não entendi como fazer baixos legíveis e dançantes com a ajuda de um compressor. Então eu prestei atenção nos processadores de envelope. Foi a resposta para a minha pergunta. Do começo até agora eu experimentei praticametente todos os processadores semelhantes: Digital Fish Phones, Creamware SPL, plugins Samplitude, plugin Logic Audio, Waves Trans-X Mas eu me impressionei com apenas um: Envelope Shaper. Um plugin padrão do Cubase 4.

Eu uso ele no send, mixando ao sinal original, de acordo com meu gosto. Música é um processo criativo. Não se esqueça de fazer experimentos. Por exemplo: o processador de envelope pode ser aplicado a qualquer instrumento na mixagem. Tente você mesmo!

DUPLICAÇÃO DE SINTETIZADORES

Como eu recomendei, você deve ouvir mais músicas boas e diferentes. Você pode aprender harmonias e efeitos especiais interessantes. Agora vou falar sobre efeitos. Quando eu ouvia Infected Mushroom eu perguntava: COMO? Como eles fazem um som tão aberto sem prejudicar a compatibilidade com Mono? Como tudo jovem produtor, como eu era, eu procurava as respostas nos mágicos plugins estereo enhancers.

Claro que estes plugins criavam o efeito de som mais aberto mas minha intuição dizia que o segredo é fácil, e não consistia em um plug-in. Se você conhece a técnica de gravar música rock e você sabe o que significa double track então o princípio é simples.

O guitarrista toca a mesma parte 2 ou 4 vezes. Graças às pequenas diferenças de execução, cada parte tem diferentes características e extrações do som. Claro que em sintetizadores é difícil e impossível de obtermos extrações diferentes de som mas nós podemos obter diferentes características de som. Eu não estou falando de samples colocados em várias camadas. Estou falando de síntetize analógica virtual.

No canal esquerdo, nós definimos um timbre inicial. No direito, o mesmo timbre com algumas modificações. O que podemos modificar? Primeiro: Filter Cutoff / Filter Resonance, em pequenos limites. Segundo: Tipo de filter. Terceiro: Valores de LFO.

Quando estiver usando um sintetizador, por exemplo, Access Virus você pode mudar o roteamento do filtro para modo SPLIT e mudar os tipos de filtros para os canais esquerdo e direito. Ou ainda direcionar diferentes osciladores para os diferentes tipos de filtros definindo o pan no máximo, para a direita e para a esquerda. O que isso nos traz? O mesmo timbre, mas com diferentes nuances. Nosso ouvido percebe a diferença de timbres e nós ouvimos um som bem aberto.

INACREDITÁVEL BAIXO ABERTO

Na literatura básica da teoria da mixagem, nós sempre encontramos informação sobre o posicionamento do baixo: apenas no meio! Nós também encontraremos informações sobre o que não podemos fazer com frequências abaixo de 250 Hz. Não é recomendado fazer experimentos com fase, abaixo de 250 Hz. Mas na verdade, as regras são criadas para serem quebradas! Então, a maioria dos produtores conhecem a teoria e estão familiarizados com o modo de trabalho dos plugins stereo enhancers.

Nós ajustamos o pan de um timbre inicial de baixo, completamente para o canal esquerdo. Nós também criamos uma cópia do baixo, definimos o pan para o canal direito, e ajustamos os parâmetros: Oscilator Phase ou Oscilator Start. Eu recomendo você ajustar o parâmetro Oscilator Phase em Mono para garantir compatibilidade com Mono.

Então nós criamos um som de baixo extremamente aberto. O efeito colateral de manipulação de fase consiste na compatibilidade com Mono. Perde-se um pouco a densidade do baixo, e um efeito de modulação aparece nele. O termo "rotação de fase" quer dizer: um pequeno deslocamento de um canal em relação ao outro. Na prática, nós aplicamos um delay em um canal, de 10 até 40 milisegundos. Os menores valores de delay criam efeitos de modulação o tipo phaser ou chorus. Os maiores, criam o o efeito de delay.

As músicas de "baixo aberto", são testadas com sucesso em várias danceterias, em equipamentos diferentes. Atenção: a compatibilidade de "baixo aberto" não foi testada com vinil.

"Efeito colateral": Há um outro efeito colateral ao se trabalhar com efeitos estereo interessantes: são os problemas de fase. Se você tiver este problema, use o stereo dual panner do Cubase ou o plugin Waves S1 Stereo.

Problemas de fase aparecem também em Reverbs nos sends, efeitos de modulação, como chorus, phaser, etc. Nestes casos, faça o que eu disse anteriormente: Use o stereo dual panner ou o plugin Waves S1 Stereo.

Não se esqueça de usar escopo de fase.

PERCURSSÃO E CHIMBAIS

Praticamente não há regras de posicionamento (pan) de percurssão e chimbais. Nós praticamente não lidamos com baterias acústicas e conselhos do tipo: chimbal aberto na esquerda, prato de condução na direita, não são atuais.

Ainda assim, para entender o processo, eu recomendo que você se familiarize com as bases de se tocar em bateria acústica. Paradoxo, mas, alguns produtores posicionam bateria acústica ao contrário, ou seja: chimbal aberto na direita. Neste caso, nós ouviremos a bateria da perspectiva dos ouvintes.


Normalmente, a bateria é posicionada de acordo com o baterista. Ou seja, chimbal aberto na esquerda. Não deixe a percussão sem processamento. Nós não ouvimos sons secos na vida real. Nossos sons contém um eco, curto ou longo. Tudo depende da acústica do local. Tente situar a sua percussão no seu local imaginário.

Use volume, pan, reverb, trabalhe com o ataque do som. Faça um simples experimento: Bata palmas no seu local e ouça o eco que elas provocam. Se você bater num aeroporto ou estação de metrô, sentirá a diferença imediatamente. Ouça e analise os sons à sua volta. O verdadeira profissional trabalha 24 horas por dia. Ou seja: não só na criação da música mas também na meditação, análise, contemplação.

Para chimbais mais suaves eu geralmente uso um pouco de chorus. Ouça a Vengeance Sound libraries e você entenderá o que quero dizer.

DICAS DE SALA VIRTUAL

Para situar corretamente os instrumentos na sua sala imaginária você tem que conhecer algumas regras simples. Você tem que entendê-las muito bem, porque é a base de uma mixagem limpa e transparente.

Para afastar o instrumento:

1 - reduza o volume.
2 - corte as frequências altas.
3 - corte mais frequências altas do que os sons que estão na frente.
4 - reflexões devem soar mais altas do que o som seco.
5 - tempo de release deve ser alto, para a continuação do reverb.
6 - não use enhancer.

Para aproximar o instrumento:
1 - use enhancer, aumentando a área das altas.
2 - o pan da reverberação deve ser bem aberto.
3 - reverberação deve ser brilhante, curta e seca.
4 - o pan do delay curto, deve ser bem aberto.

Quanto mais distante estiver o som, menos frequências altas ouvimos. Em situaçãos Mono, distâncias pequenas são reveladas pelos ouvidos com deslocamento de fase, na área das frequências altas. É necessário encontrar um equalizador para afastar um instrumento no espaço que mexe na fase, simulando um equalizador analógico. E não existem muitos!

Nós usamos hi shelf, atenuamos em -8, -10 dB e vagarosamente vamos abaixando a frequência de corte. Se o som ficar mais aberto (movendo-se no espaço), significa que o equalizador funciona para nós. Eu uso Waves Q-series. Note que nós não precisamos de um equalizador linear para o nosso caso (profundidade espacial). Eles são usados para outras propriedades. Por exemplo, eles são usados para corrigir frequências, sem influenciar no arranjo espacial.

REVERBERAÇÃO

Dica 1

Em toda reverberação, existe o Damping (amortecimento). Teoricamente, ele ajuda a deixar a continuação do reverb menos artificial mas se os plugins e os instrumentos forem ruins, então isso não funciona. Você deve cortar as frequências altas antes que elas passem para o reverb. Por exemplo, crie um grupo, e em primeiro coloque um filtro no insert e então coloque o reverb.


Dica 2

Algumas pessoas acham que a continuação da reverberação em uma sala real são praticamente iguais e que não dependem da posição do instrumento. Eu tenho certeza de que na maioria das salas, não é assim. Isso significa que você deve usar um reverb estereo verdadeiro. Plugins ou Hardware.

Dica 3

Muitas pessoas esquecem que existem dois modos de send nos efeitos: modos pré e pós fader. No modo pré fader, o volume do send não depende do volume do fader do canal. Então, o que que isso nos permite? Fica muito confortável criar uma ambiência para muitas tracks (por exemplo, um grupo de percussão - cada instrumento tem seu próprio canal) e então, operar o balanço de cada instrumento. O balanço muda, mas o arranjo (mix) não. As vezes é impossível, no modo normal, fazer a continuação do reverb soar mais alta mas no modo pré fader, você pode fazer isso facilmente.

Dica 4

Faça cada canal ter diferentes tempos de delay do sinal processado. Por exemplo, o canal esquerdo tendo 0 milisegundos e o direito, de acordo com seu gosto. Então nós obtemos um som mais aberto no panorama.

Dica 5

Este é um bom efeito. Se existirem pads ou guitarras, bem abertos, na mixagem então o baixo e o bumbo ficam bem situados no panorama. Tente processar instrumentos de faixa larga, com reverberação com o algoritmo HALL e note como a reverberação foi adicionada a todos os instrumentos incluindo chimbais e bumbo.

Muito obrigado pela sua vontade de aprender e experimentar. Se você tem perguntas ou comentários, seja bem-vindo ao meu site ou me envie-me um e-mail.

10 CONSELHOS DO ANDI VAX

1 - Aprenda teoria musical. Conheça harmonia e orquestração. Não destrua seu potencial criativo.
2 - Aprenda a tocar diferentes instrumentos para entender a característica de cada um. Por exemplo, toda parte entediante de um sintetizador pode ser acertada por causa do pitchband, automação, modulation wheel, duração das notas, etc.
3 - Melhore-se! Tente fazer a sua música melhor do que a de um estrela. Imite, depois improvise. Faça uma música do seu próprio estilo. Tente experimentar bastante - essa é a única maneira de se suceder.
4 - Preste atenção nas nuances. Músicas comuns e entediantes não será curtidas pelas pessoas. Se a música é feita com esforço, nós respeitamos-na. Ouça Juno Reactor. É um exemplo de muito trabalho com arranjo e som.
5 - Ouça a opinião dos profissionais. No início você vai ouvir muitos insultos.
6 - É possível desenvolver um bom ouvido para a música. Existem cursos especializados e exercícios. Sempre há esperança!
7 - Não existem rivais entre os produtores! Eles são amigos. Ao se perceber isso, você pode ganhar uma ótima oportunidade. Não apenas seus amigos mas todo o universo irá apoiar.
8 - Toque! É a melhor maneira de mostrar o seu talento, fazer umas fotos para o myspace, e conhecer pessoas interessantes. Como músicos, produtores e gravadoras.
9 - Se você escolheu o seu caminho, siga-o até o fim e você certamente irá vencer. Olhe para as estrelas de hoje. Muitos deles eram "cantores de porão". Outros ficaram tocando covers por 10 anos, de músicas famosas na garagem de seus pais, e não eram famosos.
10 - Compartilhe seu conhecimento com outros músicos sem pedir nada em troca. Isto irá acelerar o seu progresso e nos levar ao mesmo objetivo comum. As coisas mais importantes na nossa vida não tem preço!